Decidi escrever sobre os sentimentos, sobre como me sinto com relacao a muita coisa que por tao novas que sao, me surpreendem todos os dias,
Quando a gente se muda, qualquer mudanca, naturalmente a gente nao se prepara para o que nao ve...
Na sala sozinha, um sentimento me abate, com uma frequencia incontrolavel eu sinto dor, no peito, doi mesmo e remedio nao sara.
Queria ter controle de tudo, queria poder controlar o tempo, queria nao lembrar, mas nao da.
Nao lembrar eu posso, mas se eu esquecer eu apago, e apagar pra nao sentir dor vale mais a pena que lembrar?
Manter-se lembarndo pra preservar o amor e a unica opcao paupavel.
Eu lembro da madrugada que conversamos por horas, nossa filosofia, nos fomos profundo no passado, entendemos tantos fatos, foram degrais, foram degrais...
Voce me ajudando a entender o presente e o que poderia vir no futuro, nos sabiamos, queimava no peito a certeza que alguma coisa ia acontecer, mas nao sabiamos que isso nos afastaria, que nao nos abracariamos com a frequencia que o coracao pede, nao sabiamos que as conversas longas se tornariam tao escassas. E aconteceu, como em um sonho, eu fui embora, pra viver o que eu sabia que eu ia, o que voce me fez acreditar que eu ia.
Agora eu tenho que aprender, a viver sem sua presenca aqui, tenho que ensinar pro meu coracao que agora quinze minutos e um ano, tenho que aprender a entender o tempo de forma diferente pra saudade se tornar menos densa. Tenho que aprender, agora, sem voce, que no seu strogonoff nao vai vodka, vai conhaque... que no bolo de banana a gente tem que lembrar de colocar a canela e que com as pessoas que cercam eu preciso colocar mais paciencia.
Eu sinto sua falta mae, todos os dias, e eu tento, tento nao pensar quanto isso e insoluvel, tento lembrar que quando estivemos juntas voce foi tudo que eu precisava.
Simone Carvalho Bandzerewicz - Bridlington - England - 22-07-2015
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